quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Tudo que é vão
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Imaginado
O quarto escuro, a noite escura, a fraca luz lunar adentrando as venezianas fechadas, o sono esvaindo-se entre vultos e pensamentos, como as cores que somem dos olhos tomadas pela pupila dilatada impregnada de sonhos e imagens.
Tudo é espera, é pausa. Quantas lembranças inconscientemente carrego? Quantas imagens conscientemente imagino? Modelo minhas ilusões, afogo a solidão em falsas companias.
Procuro algo real enquanto a mastigo a insônia criada pela minha própria ausência.
O que difere o real do imaginado? Quem arriscaria tornar-se real para alguém que é simplesmente imaginado?
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sábado, 3 de janeiro de 2009
Temporal

Ele chegará em breve do mesmo jeito voraz. Ventando forte, levando meus pensamentos... Aqueles que eu já não poderia guardar em mim.
Escuta o chamado que vem no som do trovão - até a lua se esconde na noite.
Cá estou eu novamente, no meio da rua, na chuva, em meio aos clarões e relâmpagos, entregue a tempestade do meu próprio âmago.
Não consigo dizer sim, não consigo dizer não, não consigo pensar em nenhum plano ou possibilidade. Alguma ausência permaneceu por dentro, e dentro é tão escuro...
Tenho sonhos remendados que nem sei onde os guardo, quero achá-los dentro de mim!
Sinto-me meio boba, como a criança que aguarda ansiosamente para que o conto de fadas torne-se real, e quando fecha os olhos enxerga um mundo colorido e louco.
Ainda tenho este mundo escondido por dentre minhas veias, correndo junto ao sangue e energia do meu ser, mas não encontrei nenhum corajoso ser, que pudesse entrar nesse estranho mundo, nenhuma infantil criatura que queira jogar comigo, lançar dados, apostar vertigens.
Qual será o próximo caminho?
Cansei de batalhar em duelos onde sou meu oponente.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
À cobrar...
Sempre existe algum sinal que nos avisa antecipadamente sobre as situações que desencadearão cobranças, algumas simples como 14 centavos o minuto, outras complexas, que perduram durante tempos e pesam em nossa responsabilidade.
No primeiro caso geralmente desligamos e deixamos para uma próxima vez, no segundo parecemos ignorar o sinal e persistimos mesmo sabendo que se segue para caminhos irreparáveis.
domingo, 21 de dezembro de 2008
Destino
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Cor
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Tempo
Talvez bem tarde eu tenha entendido que não posso lutar contra minha própria natureza.
- Apareceu ali, à esquerda do meu peito, onde escuto palpitar minhas emoções mais profundas: minha própria imagem a mirar-me, com aspecto de julgamento, frio, duro. E eu cedi. Cedi ao olhar crítico do meu próprio ego, oh, que tola fui!
Quis me enquadrar de um modo bonito, emoldurar-me em madeira de lei, ser nobre e aceitável, e o que sobrou? Sobraram traços explícitos de uma devastação, queimadas semelhantes às feitas em florestas, sinto-me acinzentada como o verde das seculares árvores nesta triste situação.
Afortunado seja, porém, meu destino e minhas raízes, por mais que tenha me negado todo este tempo sombrio a hora de metamorfose chega. Eis que me vejo borboleta, eis que me vejo fênix, eis que me enfeitiço, desabrocho, assumo meu papel...
Toco a lua em todos os meus sonhos, que significados serão que encontrarei? A Noite me abraça e já sou tão diferente do que fui.Mas continuo a escutar o vento, sentir ele no meu rosto, na minha pele, nas minhas veias, quase como se fossemos um.
De novo voarei, aguarde meu pouso que logo voltarei, espero que o meu retorno seja sereno e tranquilo...
